quarta-feira, 23 de março de 2011

Mesa de Conceição Silva II


Este video exemplifica a limpeza de um movel. Neste caso estou a limpar uma das traves da mesa de Conceição Silva.

terça-feira, 22 de março de 2011

Mesa de Conceição Silva I


Mesa com estrutura em mogno e tampo em aglomerado de madeira e folheada a mogno. É uma peça que, em principio (ainda está em estudo), foi desenhada pelo atelier Conceição Silva para um dos Hotéis emblemáticos da Tróia dos anos 70.

A estrutura une-se com parafusos e buchas metálicas feitas propositadamente para a peça. No exterior as uniões são rematadas por tampas metálicas roscadas.

Patologias

Toda a estrutura e tampo encontra-se suja a folha está destacada num dos lados e a folha do tampo encontra-se empolada. Os parafusos e peças de encaixe estão cheios de ferrugem e um dos pés tem uma falha.




 


A peça tem uma chapinha de identificação.

Procedimentos

Em primeiro lugar toda a mesa foi desmontada, foi etiquetada de modo a se identificar as diferentes partes e os parafusos e outras peças metálicas foram limpos da ferrugem com lixa e decapante para ferrugem.








Começou-se a colar a folha empolada do tampo e as falhas existentes.




Entretanto procedeu-se á limpeza das laterais. A limpeza tornou-se díficil, o verniz é complicado e para além disso toda a peça apresenta camadas irregulares de betume colorido que camuflou toda a madeira original.





quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A Cadeira de José Espinho II

Foram tirados todos os agrafos da napa de modo a ficar solta e todos os pregos também. Por baixo da napa existe uma espuma colada nos bordos e sob esta um tecido o qual tapa as molas.


Comecei a Limpeza com álcool e palha de aço nas travessas interiores e com álcool, palha de aço e decapante nos pés e costas.
Tentei proteger ao máximo a espuma.
Retirei os pés metálicos.
Foi necessário prender duas molas que se encontravam partidas.




Acabou-se por retirar toda a espuma que estava colada ás travessas e o tecido agrafado. Foi limpa toda a cola e deu-se cera á trincha em toda a peça.




Finalmente foi estofada, com um tema neutro.




A Mesa de Cabeceira V

Depois de toda limpa o encaixe do tampo foi colado e colocadas cavilhas de madeira para reforçar a colagem. Todas as reintegrações com pasta de madeira ou folha de mogno foram pintados para aproximar a cor do conjunto.







A prateleira do interior do móvel foi feita de novo, tirou-se medidas e cortou-se um pedaço de madeira. No entanto era um pedaço que tinha sido polido pelo que foi necessário lixar toda a goma laca.




Finalmente deu-se cera. Teve-se de derreter a cera que estava muito dura.


terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

A Mesa de Cabeceira IV

O tampo em mármore foi descolado e o mármore foi colocado num recipiente com água e agua oxigenada de 150 volumes( pouca quantidade porque é muito corrosiva), e foi deixada assim por 2 semanas.


Passado esse tempo a pedra foi escovada ainda dentro de água e depois muito bem lavada em água corrente. O recipiente foi limpo e a pedra foi bem seca.

A mesinha como estava empenada teve de sofrer um corte em dois pés de aproximadamente 6 mm, depois de bem afagados conseguiu-se por ao nível.



Todo o móvel foi revisto e as zonas que tinham levado massa foram afagadas com formão e lixadas.
Procedeu-se então á limpeza geral da peça com decapante e alcool, começando primeiro pelo interior apenas com alcool e palha de aço.







A Mesa de Cabeceira III


Corte e colagem da folha com cola Mowilith e espátula quente.



A folha da gaveta já colada foi acertada com formão e lixa.




Toda a mesinha foi revista, foi ajustada  a massa nos sítios em que a seca tinha encolhido, foram preenchidas as pequenas fissuras com massa de betume e as falhas com folha.


Um pé em muito mau estado precisou de pasta de madeira.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

A Cadeira de José Espinho I


Esta cadeira foi desenhada pelo designer português José Espinho, por volta de 1960. Deverá ser o modelo Caravela em madeira de Undianuno e napa.

Esta cadeira já tinha sido alvo de pelo menos uma intervenção anterior, na qual foi-lhe mudado o revestimento de napa, depois do revestimento retirado verificou-se que ainda existiam os agrafos antigos com pedaços de espuma agarrado o que leva a crer que a espuma acompanhava a napa e não estava colada nos bordos das traves como se encontrava actualmente.


                                                    
A peça apresentava desgaste no verniz, em algumas zonas, como nos pés e no espaldar, o verniz estava a
soltar-se. Duas molas estavam partidas e existiam algumas mossas.